quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Uma bailarina, sem bailarinas...


Uma bailarina
Sem bailarinas
Um dia de sol sem brilho
Um pássaro sem voz
Dancei até cansar
Sonhei alto e caí
Cai sobre a ambição
Torci o tornozelo da verdade
Omiti a dor
Chorei escondida
Fingi poder voltar a dançar
Dançar sozinha
Como pensava conseguir
Mas quando tentei
Perdi
Perdi as minhas bailarinas
Com elas todos os sonhos
Senti-me cais em palco
Com todos a olhar para mim
Senti-me desvanecer como o pôr-do-sol
Senti-me arder de raiva
Senti-me deitar em nada
O piano do meu coração parou
A música bloqueou
E eu senti-me acordar
Acordei como qualquer verdade
Acordei com maior vontade
De pegar nas minhas bailarinas e dançar
Subi ao palco e rodopiei
Voei, dancei, sonhei
Não caí em cena
Apenas sonhei de alma plena.

sábado, 8 de janeiro de 2011

"Voo d'Alma"


Se eu dia eu pudesse voar?
Voaria até ao mais recôndito lugar
Fugiria do tempo, das pessoas
Iria para onde uma vez na vida
Pudesse ser verdadeira em tudo.
Talvez lá pudesse soltar o coração
Talvez pudesse sonhar como uma criança
Ser inocente como nunca fui
Sentir desejo de sair da zona de conforto
Descobrir o que nunca vi
Se eu pudesse
Iria sem pensar em mais nada
Sem saber do que ficaria
Um dia eu voltaria
E nada mais seria igual
Depois de libertar o coração
Talvez voltasse pronta
Para voltar a amar.

"Chuva de Lágrimas"


De um lado caía a chuva
Do outro caíam as lágrimas
Apenas uma simples janela
Separava duas tempestades.
Senti o vazio que ninguém sentiu
Ao ver-te partir
Naquele dia cinzento
Nesse dia o tempo parou
Os minutos pareciam horas
Sentia que o tempo nunca mais acabava
Ainda não te tinha perdido
Mas já sentia saudades
Hoje, chove lá fora
E caem as lágrimas
Do meu coração.

"Beijo da Lua"


É noite escura aqui
Deito-me no silêncio
E fico a observar a luz da lua
Que entra no meu quarto
Por uma fresta da minha janela
As horas passam
E eu fico aqui
Deitada.
A sonhar acordada
Antes de cair nas profundezas do sono
Sonho como quem não tem limites
Como quem sente mais do que outrem
Sinto-me fechada em quatro paredes
Como quem quer descobrir a noite
E não se pode levantar
O meu corpo fica pesado
As minhas mãos tremem
Os meus olhos cerram-se
Está na hora de voar
Voar por entre sonhos
Sob a fraca luz da lua
Que durante a noite
Vem beijar
A minha simples forma de sonhar.